O esperado aperto na segurança em Londres, para os Jogos Olímpicos que acontecem em julho, começa a se tornar real. Já se fala até em se instalar mísseis antiaéreos em prédios próximos ao Parque Olímpico londrino, no lado leste da cidade, para evitar possíveis ataques terroristas pelo ar.
Quando estive visitando a área no final do ano passado para a produção de matéria, já havia me espantado com o aparato até então existente. Dois equipamentos de segurança me chamaram mais a atenção.
Um, eram barreiras tubulares de ferro, altas, em formato de arco, bloqueando acessos de veículos. Os equipamentos são robustos, de medidas avantajadas, presos ao solo com reforço de concreto aparente e armação no pé composta por defensores de choque.
Enfim, um equipamento que me deixou um tanto estupefato com a grotesca forma. Talvez estivessem evitando que um tanque de guerra entrasse à força no Parque Olímpico ainda em obras.
Outro item de segurança que me chamou a atenção foi o número de câmeras instaladas no entorno do centro olímpico em construção. Existiam até duas câmeras posicionadas em um mesmo suporte da alta rede de proteção que cerca o parque, além de vários spots de lâmpadas. Cada suporte com toda essa parafernália não ficava muito distante um do outro.
Com tudo isso, imagina o que eu precisei fazer para entrar no Parque Olímpico. Além de passar pelo raio-X, fui revistado depois, assim como todos os meus pertences, um a um.
Em Pequim 2008, quando estive lá durante os Jogos, o esquema de segurança era forte. Toda vez que se entrava em um equipamento esportivo, tinha que passar por raio-X e mostrar todos os itens que carregava, quando as vezes não tinha que usá-lo, como, por exemplo, a máquina fotográfica na frente dos voluntários que faziam o serviço de checagem.
Imagino Londres 2012 com muitos policiais pelas ruas, alguns a paisana. Um esquema forte também de vigilância no acesso aos equipamentos esportivos. O Parque Olímpico deve parecer um banker, tamanha a proteção existente.
O Aeroporto de Heathrow, dizem, vai ser o cão para quem chega. Prevê-se três horas na alfândega. Em Pequim 2008, não foi demorado o percurso entre o desembarque e a saída do terminal.
No Rio 2016, acho difícil ter esquema tão rigoroso para evitar atos de terrorismo. A preocupação vai ser dar garantia das pessoas irem e virem na cidade, sem serem ameaçadas por assalto, roubo, furto ou achaque. Esse é o nosso desafio – maior que o de Londres 2012, a propósito.









..obg 
realmente quem conheceu ele sabe desta marav...