sncAcreBlack-14-06-2012
 
 
 
 
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Quase nunca no Acre, os resultados de uma eleição passou a exigir tantas reflexões quanto os das disputas próximas passadas

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Em 1998, os irmãos Jorge Viana e Tião Viana assumiram a liderança política do nosso Estado, no que se constituiu numa surpreendente singularidade na atividade política do Brasil, do Acre, notadamente, por terem chegado ao poder sem o apoio dos poderosos de plantão.

Prova isto o fato de terem disputados seus mandatos - governador e senador - pela oposição. Jovens e muitíssimos entusiasmados, tudo levava a crer, no que acabou se materializando que passariam a deter, e por um longo período, o comando político de nosso Estado. Pelo sim pelo não, já garantiram 16 anos. Uma virtude: todas as suas conquistas provieram pela via do voto popular.    

De lá para cá, Jorge Viana se reelegeu governador e Tião Viana se reelegeu senador. Em 2006, protagonizaram outro feito, também incomum, qual seja, passar o governo do Acre a uma das figuras mais expressivas e leais da FPA, no caso, o atual governador Binho Marques.

Na mais recente disputa eleitoral, portanto, doze anos após, Tião Viana se elege governador e Jorge Viana senador. Nem nos velhos e não saudosos tempos das oligarquias nordestinas e nem mesmo enquanto durou o nosso mais recente regime autoritário, dois irmãos chegaram tão longe. Aos que ousarem contestar o relato acima que apresente em que outra unidade de nossa federação, desde a proclamação de nossa República, houve algo sequer assemelhado.

Dito isto, soa suficientemente ilusório e irreal o clima de triunfalismo que passou a tomar de conta da oposição acreana. Isto me leva mais uma vez a lembrá-la que, a expressão “quase”, pelo seu sentido geralmente adverso, precisa ser melhor avaliada pela oposição. Senão vejamos: se Tião Viana “quase” perdeu e Tião Bocalon “quase” venceu, quando da proclamação do governador eleito o TRE/AC não levou em consideração – e nem poderia levar – quem “quase” perdeu e nem quem “quase” ganhou, e sim, aquele que foi o mais votado. 

Se para o bom entendedor meia palavra basta, para o governador Tião Viana o “quase perdeu” não passou desapercebido. Pelo contrário, passou a orientar toda a montagem de sua equipe de governo. Por informações colhidas de alguns membros de sua equipe de transição, todas as diretrizes que estão sendo estabelecidas visam prevenir a FPA de voltar a tomar um outro susto, igual ou pior, que aquele que resultou da recente disputa eleitoral.

Detectar e corrigir os erros que foram se acumulando ao longo do tempo e em razão da longevidade da FPA frente do governo do Acre passou a ser é primeiro desafio do governador Tião Viana. Detectados, já foram. Quanto às suas correções, só o tempo dirá se serão efetivamente corrigidos.  

Montar uma equipe cujos elementos não se apeguem ao conforto de ambientes refrigerados, evitar o estrangeirismo nos cargos de primeiro escalão, e quanto isto excepcionalmente se fizer necessário, que seus ocupantes tenham um mínimo de sensibilidade política, humanizar os fiscais do IMAC e os agentes do DETRAN, por fim as freqüentes faltas de água e energia, serão providências que isentarão a FPA de tomar um outro susto. Alguém dúvida que a gestão Tião Viana será tolerante com tais coisas? Segundo o que se pode concluir do que já foi vazado, e quem sabe, propositalmente, através dos precursores do seu governo, Tião Viana não irá permitir o crescimento de quistos de insatisfações populares, mormente se provenientes da inabilidade políticas de alguns dos seus secretários.

Não será o tamanho do currículo que garantirá a permanência de nenhum dos assessores do governo Tião Viana. De cada um deles será exigido uma razoável doze de habilidade política. Esta tem sido as informações colhidas de boas fontes.

 

 

                       


  




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